Morra quem morrer,
Eles dizem que amam você;
Morra quem morrer,
Vão à festa, à rua,
à balada genocida até amanhecer.
Morra quem morrer,
Essa vida não é mesmo nada.
Na esquina da miséria, uma imensidão aglomerada.
Morra quem morrer,
O futuro é um pecado mortal
O presente, seu afiado punhal.
Morra quem morrer:
Sobra barbárie,
Falta caixão.
Na vala da burrice,
Ainda há quem vá aos templos de oração.
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