domingo, 5 de julho de 2020

Burrice e Barbárie

Morra quem morrer,
Eles dizem que amam você;
Morra quem morrer,
Vão à festa, à rua,
à balada genocida até amanhecer.

Morra quem morrer,
Essa vida não é mesmo nada.
Na esquina da miséria, uma imensidão aglomerada.

Morra quem morrer,
O futuro é um pecado mortal
O presente, seu afiado punhal.

Morra quem morrer:

Sobra barbárie,
Falta caixão.
Na vala da burrice,
Ainda há quem vá aos templos de oração.


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